Como o Internacionalista pode empreender?

Começa amanhã (dia 22/05), em São Paulo, o Fórum de Negócios e Empreendedorismo. Inscreva-se e saiba mais informações sobre os palestrantes aqui! Saiba mais sobre como você, internacionalista, pode e deve empreender.

large_6292834605

Por Laura Gurgel

O Empreendedorismo está na moda: em todos os lugares, informações sobre o que é empreender, como fazer, cursos, startups, mvps, pivotar, validação, aceleradora, incubadora, seed capital… Um novo vocabulário, uma nova postura.

O Empreendedorismo surge quase que como uma definição para um novo grupo. Aos estudantes de Relações Internacionais, que têm, mesmo que pouco, contato com matérias de antropologia, sociologia e linguística, pode-se comparar até ao surgimento de uma nova tribo: a tribo daqueles que querem resultados rápidos, com impacto social e com objetivo de mudar o mundo.

De todos os tipos de empreendedores listados por José Dornelas – um dos grandes nomes dentre aqueles que estudam esta nova ‘tribo’ –, os que mais se aproximam dos internacionalistas são o ‘empreendedor social’, o ‘empreendedor corporativo’, também conhecido como ‘intraempreendedor’, e o ‘empreendedor público’.

O primeiro, em referência bastante clara a seu objetivo, busca desenvolver e identificar soluções práticas de alto retorno para a sociedade. É, dentre os perfis descritos, o que tem a maior concentração de estudantes. No caso das Relações Internacionais, é quase com juntar a fome com a vontade de comer, já que este perfil alia a vontade de ajudar com a possibilidade de ganhar dinheiro – alguns diriam que é praticamente como ser pago para tornar o mundo um lugar melhor de verdade.

Um dos grandes exemplos de empreendedor social da atualidade é o banqueiro Muhammad Yunus, fundador do Grameen Bank, que financia projetos sociais de empreendedores ao redor do mundo, melhorando a qualidade de vida em países de extrema pobreza.

Já o “intraempreendedor” é aquele que empreende em novos projetos dentro da empresa ou organização da qual faz parte. A principal característica deste perfil é a busca por uma melhora constante, tornando a empresa um local mais adequado para seus funcionários, na medida em que se envolve em diversas atividades com o intuito de promover sua inserção no mercado.

O “empreendedor público” é muito parecido com o corporativo, mas possui atuação focada para o setor governamental. É, em linhas gerais, aquele funcionário que busca a melhoria do sistema, sempre visando mostrar que é possível inovar e exercer a função de forma honesta, devolvendo à população o investimento realizado por meio do pagamento de impostos.

Independentemente de seu perfil empreendedor e seus objetivos, o internacionalista precisa se preparar para sua atuação, trabalhar habilidades como marketing pessoal, networking e estar a par das inovações e principais tendências já é um grande passo.

Uma rede de contatos forte e bem desenvolvida permite ao profissional obter acesso às mais diversas áreas e novidades. O marketing pessoal se encarrega de garantir-lhe presença e relevância no mercado de trabalho. Acompanhar tendências internacionais e inovações com enfoque nas áreas de interesse faz com que seja possível ao internacionalista localizar oportunidades de empreender.

Investir em noções de administração e buscar compreender sempre o cenário e o ambiente em que se está inserido é outra dica importante: vestir a camisa da iniciativa, empresa ou órgão do qual faz parte é fundamental para criar condições ótimas de desenvolvimento e crescimento.

 Sobre a autora:

Laura Gurgel

Laura Gurgel é formada em Relações Internacionais pela PUC-SP.  Já atuou nas mais diversas áreas relacionadas a esta formação, de escritórios de representação internacional a Câmaras de Comércio, passando por órgãos públicos, como a Receita Federal.  Teve participação ativa nas instituições de representação estudantil dos alunos de Relações Internacionais e contribuiu para a organização de jogos universitários e congressos acadêmicos. Atualmente, cursa Gestão de Negócios e Inovação da FATEC – SEBRAE e, para além de sua atuação como coordenadora do Centro de Negócios da Câmara Portuguesa, é embaixadora da Beta-i, uma incubadora/aceleradora portuguesa no Brasil, para a captação de empresas interessadas em participar do desafio Lisbon Challenge e da FazInova, recentemente lançada pela Bel Pesce.

Para saber mais:

“Intraempreendedorismo social começa a ganhar força nas empresas”:  http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/colunas/2014/05/1450682-intraempreendedorismo-social-comeca-a-ganhar-forca-nas-empresas.shtml

“Os dois lados do intraempreendedorismo”:
 http://www.endeavor.org.br/artigos/gente-gestao/cultura-corporativa/os-dois-lados-do-intraempreendedorismo

“Empresarial, corporativo, público e social: os quatro contextos do empreendedorismo”:           http://oglobo.globo.com/economia/emprego/empreendedorismo/empresarial-corporativo-publico-social-os-quatro-contextos-do-empreendedorismo-12271182

foto: Robert Scoble via photopin cc

Advertisements

Comentários

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s