Vivência internacional como diferencial competitivo

large__8332368099

Por Marina Motta

Não é de hoje que, no mundo corporativo, fale-se muito de globalização e da importância dos profissionais terem fluência em inglês para conseguirem as vagas mais disputadas em entrevistas de emprego.

Mas, além da fluência no inglês, os profissionais de RH têm valorizado, cada vez mais a chamada Experiência Internacional.

Mas, afinal, por que apenas a fluência no inglês não é mais suficiente?

isto acontece, porque quando o indivíduo estuda ou trabalha no exterior, absorve características que vão muito além do domínio de outro idioma.

Quem tem uma experiência internacional e teve que se adaptar a uma nova cultura, clima, religião, mostra para a empresa, de uma forma subjetiva que também tem:

  • Jogo de cintura
  • Flexibilidade
  • Maturidade
  • Capacidade de lidar com mudanças.

Além disso, se esta experiência for em país de Primeiro Mundo, vai também poder aprender e, eventualmente, absorver idéias extremamente valorizadas como:

  • O hábito automático de cumprir o prometido
  • Ser pontual
  • Ser profissional
  • Cumprir a lei
  • Entender a real essência da sustentabilidade do meio-ambiente

Vizando facilitar a vida dos internacionalistas, aqui vai um Ping Pong do Intercâmbio: 7 perguntas e respostas essenciais:

1) Intercâmbio tem idade?

Não! Quando experimentamos o sabor do mundo e muito difícil que não nos interessemos por tudo o que ultrapassa as nossas fronteiras. Novas culturas, idiomas, culinária, formas de ver o mundo.. Enfim, é maravilhoso poder observar tantas diferenças e similaridades que unem e, ao mesmo tempo separam cada nacionalidade. Intercâmbio não tem idade e, cursos de idioma têm duração a partir de duas semanas portanto nunca e tarde para fazer o seu primeiro ou o seu próximo intercâmbio!

2) Qual é o erro mais comum que os intercambistas cometem?

Querer reproduzir a sua realidade e forma de ver as coisas e achar que outras culturas devem ter o mesmo comportamento que ele. É importante, acima de tudo valorizar e respeitar as diferenças. A graça é exatamente essa: Descobrir o novo e repensar conceitos antigos.

3) Acontece de alguns Intercambistas que não se adaptarem?

É um percentual bem pequeno. Nos primeiros dias é normal certa angústia, saudade de casa, mas a grande maioria se adapta com o tempo. Acho que deve ser muito ruim voltar e abandonar um intercâmbio antes do tempo. Deve dar uma sensação de “não realizado” se for possível, é interessante utilizar-se deste processo para se tornar mais maduro, preparado, autoconfiante e descobrir -se mais forte superando as dificuldades iniciais.

large_87039964974) Como lidar com imprevistos?

Imprevistos podem sempre acontecer, mas se preparar com cuidado e antecedência para a viagem pode evitar muitas dores de cabeça de última hora. É preciso também tentar tirar algumas coisas por menos. Exemplo: Extravio de Mala. Em uma ocasião, a cia aérea só entregou a minha mala 3 dias depois (isto foi em 2002, em pleno inverno na chegada do meu intercâmbio na Alemanha). O que eu poderia fazer? Nada, apenas comprar itens de necessidade básica e tentar relaxar e esperar o tempo de entrega da cia aérea. Afinal, tem coisas que não dependem da gente então é melhor manter a calma para resolver. Quero dizer que claro que podem ter dificuldades: Saudade da família, diferença na alimentação (ex: a comida da Inglaterra é bem ruim) ou climáticas nem sempre e fácil mas acho que tudo vale a pena.

5) Brasileiro sofre preconceito no exterior?

Na minha experiência como intercambista, turista, brasileira e mulher nunca tive problemas em ser brasileira. Muito pelo contrário. Se o país sempre foi visto como de gente alegre e a terra do carnaval e do futebol, agora muitos já começam a perceber o Brasil como economia emergente de peso assim como a China, a Índia e a Rússia.

6) Qual o melhor país para se fazer Intercâmbio?

Esta é uma pergunta extremamente complexa! O melhor lugar para um pode não ser o melhor lugar para outro. É importante levar em consideração fatores bem básicos como: clima e interesse na cultura em questão até outros detalhes como: preço dos pacotes, custo de vida no país, necessidade de visto, possibilidade de trabalhar com visto de estudante. Feito isso, é possível então tomar a decisão mais adequada de acordo com o seu perfil e o seu bolso!

7)Como ter sucesso no Intercâmbio?

Procure absorver tudo o que aquela cultura pode lhe oferecer, em todos os sentidos. Além disso, valorize e respeite as diferenças.

Portanto, se você tem o sonho de ter uma experiência no exterior e sente que, cada vez mais o mercado está pedindo este tipo de profissional: seja aplicado, curioso, bom aluno e pesquise nas universidades, agências de intercâmbio e consulados todas as alternativas possíveis para tornar o seu desejo realidade.

Existem órgãos internacionais que concedem bolsas de todos os tipos de cursos de graduação até doutorado e existem opções para trabalho remunerado no exterior onde o investimento inicial costuma ser bastante baixo.

A idéia de que fazer um intercâmbio é sempre caro e simplesmente não cabe no seu bolso está ultrapassada.Pesquise, pesquise e pesquise! Com certeza você vai encontrar um programa que se encaixe no seu perfil e que esteja dentro do seu orçamento!

 

Sobre a autora

marina com globo_ menor resolução
Marina Motta é formada em Relações Internacionais (FIR) e em Administração de Empresas(UNICAP). É autora do livro Intercâmbio de A a Z e Gerente do depto. de Intercâmbio do STB (Student Travel Bureau) em Recife. Apaixonada pelo MUNDO e por novos destinos, culturas e idiomas é fluente em 5 idiomas (português, inglês, francês, espanhol e alemão), além de já ter percorrido mais de 35 países com a mochila nas costas tem bagagem de 11 Intercâmbios realizados de 1996 a 2001 na Inglaterra, EUA, Austrália, França, Canadá e Alemanha. Leia o primeiro capítulo do livro aqui!

Fotos: Do8y via photopin cc, Kai Nicolas Schaper via photopin cc

Advertisements

One response to “Vivência internacional como diferencial competitivo

  1. Pingback: Intercâmbio e Relações Internacionais: Dúvidas mais frequentes e seu diferencial competitivo | Blog do intercambio - Intercâmbio de A a Z por Marina Motta·

Comentários

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s