Diplomacia Estudantil – Por que fazê-la?

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Por Salomão Cunha Lima

Muitos de nós, internacionalistas, iniciamos nossa vida acadêmica pensando em nos tornarmos, um dia, quem sabe, diplomatas. Seja no Itamaraty ou como diplomatas corporativos, o exercício da diplomacia requer algumas habilidades e competências inerentes ao ofício, tais quais facilidade de negociar, etiqueta profissional, comunicação oral e escrita, boa argumentação, dentre outras.

Acontece que nem todo mundo tem todas estas características bem desenvolvidas. E agora? Como exercitar num ambiente universitário as habilidades inerentes a todo diplomata? Onde é possível estimular estas aptidões que, no futuro, não serão utilizadas apenas nos ambientes profissionais onde você será inserido, mas também na sua vida, como um todo?

A diplomacia estudantil é a solução e o caminho está em sua própria universidade. Basta olhar no entorno e procurar a placa da sala da Atlética, do Diretório ou Centro Acadêmico, do CIERI (Conselho Institucional dos Estudantes de Relações Internacionais, que representa os alunos perante a FENERI), da Empresa Júnior, dos grupos de organização de Simulações. Participar de alguma representação estudantil, e nela desenvolver projetos, faz parte da trajetória de quem quer ter sucesso em Relações Internacionais.

Toda representação estudantil, além de seu teor político, necessita de habilidades diplomáticas na condução de seus projetos. Se um líder estudantil sabe se relacionar bem com seus representados e consegue negociar harmoniosamente com os gestores acadêmicos, certamente terá êxito em suas articulações. Além disso, num âmbito mais externo, ao se relacionar com organizações de outras cidades, estados e, de repente, países, a flexibilidade cultural também será aguçada, aprimorando ainda mais o perfil do internacionalista em construção.

Espírito de liderança, trabalho em equipe, apresentação em público e articulação política são alguns das outras competências que o diplomata estudantil desenvolve durante sua trajetória inicial. E, acima de tudo, a possibilidade de fazer novos amigos e relacionamentos não apenas em sua cidade, mas onde se lançar. Sem sombra de dúvidas, se relacionar é importante em qualquer profissão, mas na nossa é extremamente relevante estarmos integrados e conectados entre si, na ampliação de nosso campo de atuação no mercado de trabalho. Porque se você é internacionalista, antes de tudo, você precisa saber se relacionar com o outro e a diplomacia estudantil é a faca para você cortar o queijo na mão.

Sobre o autor

Salomão Cunha 2014Salomão Cunha Lima  é Assessor da Coordenação da Escola de Ciências Sociais (CPDOC) da FGV e Diretor Executivo do International Connectors.

Foto de capa: Tulane Public Relations via photopin cc

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